quarta-feira, 7 de março de 2012

Escola Padre Luiz Cassiano vivencia projeto sobre a paz



Buscando a promoção de uma cultura de paz em toda a comunidade escolar, a Escola Padre Luiz Cassiano está vivenciando o projeto “Escola: espaço de inovação e paz” na 1ª unidade. A proposta é interdisciplinar, ou seja, pode ser trabalhada em todas as disciplinas envolvendo todas as turmas.
Estão sendo realizadas diversas atividades com a finalidade de promover a sensibilização sobre a temática.
A culminância do projeto está prevista para o dia 14/04/12 com apresentações e show cultural.

terça-feira, 6 de março de 2012

A Paz Perfeita

Havia um rei que ofereceu um grande prêmio ao artista que fosse capaz de captar numa pintura a paz perfeita.
Foram muitos os artistas que tentaram. O rei observou e admirou todas as pinturas, mas houve apenas duas de que ele realmente gostou e teve que escolher entre ambas.
A primeira era um lago muito tranqüilo...um espelho perfeito onde se refletiam plácidas montanhas que o rodeavam. Sobre elas encontrava-se um céu muito azul com tênues nuvens brancas. Todos os que olharam para esta pintura pensaram que ela refletia apaz perfeita.
A segunda pintura também tinha montanhas...mas estas eram escabrosas e estavam despidas de vegetação. Sobre elas havia um céut empestuoso do qual se precipitava um forte aguaceiro com faíscas etrovões...tudo isto se revelava nada pacífico. Mas quando o rei observou atentamente reparou que atrás da cascata havia um arbusto crescendo de uma fenda na rocha. Neste arbusto encontrava-se um ninho. Ali, no meio do ruído da violenta camada de água, estava um passarinho placidamente sentado no seuninho.
Paz Perfeita! Qual pensas que foi a pintura ganhadora?
O rei escolheu a segunda...mas por quê? O rei explicou:
"Paz não significa estar num lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho árduo ou sem dor. Paz significa que, apesar de se estar no meio de tudo isso, permaneçamos calmos no nosso coração. Este é o verdadeiro significado de Paz."






Autor Desconhecido

Por uma Cultura de Paz: Desarme-se!

Voltou a discussão nacional a questão do desarmamento. O massacre de Realengo, no Rio de Janeiro, triste episódio que vitimou 12 inocentes, reabriu a questão. Devemos ou não ter o direito de compra, porte e uso de armas de fogo?
Gostaria de ir além desta discussão, pensando não em revólveres, espingardas, submetralhadoras e outros artifícios do gênero. Este debate, intenso já há algum tempo no Brasil e no mundo é deveras importante, mas gostaria de atentar para um outro desarmamento...
Do que estou falando? Da necessidade de nos desarmarmos no que se refere as relações humanas. Tantas vezes estamos prontos a responder a qualquer palavra ou ação que nos é dirigida de forma dura, na defensiva, esperando o pior, pensando que do outro lado há oponentes e não pessoas com as quais podemos e devemos interagir dentro de uma cultura de paz.
E isso não se restringe ao mundo dos adultos. Por conta dessa tensão que parece pairar no ar, as crianças também estão respondendo, tantas vezes, dessa maneira. Os exemplos ao redor não estão sendo bons e, como consequência disto, a tendência é que se repitam nas relações entre crianças e adolescentes, as situações de xingamentos, ofensas, agressividade, violência...
Quando a criança vê seus pais irritados no trânsito, buzinando em função de congestionamentos, falando toda a espécie de impropérios para motoristas que consideram estar fazendo algo de errado nas ruas, esta informação fica armazenada em suas cabeças e depois se torna uma referência, ainda mais se esta situação é corriqueira, cotidiana, se repete várias vezes.
Se o adolescente vive num lar em desarmonia, no qual os pais não se respeitam, seja de forma escancarada ou velada, se ofendendo ou se agredindo, as repercussões acontecem, há a memória destes tristes acontecimentos. O desagravo, a revolta, a dor, a incompreensão na cabeça destes garotos e, com isso, a necessidade (muitas vezes) de que isso repercuta, que esta dor seja revertida em uma fuga, que pode ser o caminho para drogas, problemas de relacionamento, dificuldades na escola, bullying...
Ao vermos televisão ou nos informarmos pelos jornais, rádio ou internet, a profusão de imagens e situações de agressividade, violência e afins é tão grande que, mesmo inconscientemente, não é possível deixar de notar que há, igualmente, repercussões para nossas vidas cotidianas. Imagine então para os mais novos. Como fica isso?
É neste sentido que precisamos nos desarmar. Viver uma cultura de paz. Estimular entre as pessoas que estão ao nosso redor ações e pensamentos que gerem entendimento. Promover a compreensão. Buscar a harmonia, o equilíbrio nas nossas relações.
Como fazer isso? Tudo começa com nossa própria atitude. O primeiro passo é desarmar-se. Buscar ar puro, com o qual seu corpo e sua mente sintam-se realmente arejados para dias melhores, dias de paz. Supere as mágoas (o melhor jeito é falar sobre elas com as pessoas que de algum modo o deixaram triste ou então buscando apoio profissional). Acreditar que hoje é outro dia, melhor que o anterior, que é possível superar os problemas e se relacionar bem com as pessoas.
Faça sua parte. Inicie seus dias sempre com disposição. Fazer uma ginástica ou atividade física pela manhã ajuda muito. Alimente-se a cada 3 horas. Beba muita água. Não alimente sua ansiedade. Faça uma coisa de cada vez, bem feita, mesmo que isso leve mais tempo. Converse com as pessoas. Tenha foco no trabalho, mas permita-se interagir com os outros, bater um papo, trocar uma ideia, se divertir. Seja honesto e educado com as pessoas. São ações simples, mas que revertem, de acordo com muitos especialistas, para que você tenha uma vida melhor.
Desarmar-se significa promover uma cultura de paz, que começa com você, seus hábitos cotidianos, sua crença e confiança em valores universais, que norteiam religiões, filosofias, ética, cidadania. Articule-se em favor de um mundo onde não exista violência, seja um artífice da paz. Em sua casa, no seu ambiente de trabalho, na internet, nas ruas, onde for possível, pratique a gentileza, estimule o diálogo, busque o entendimento. Desarme-se!





Por João Luís de Almeida Machado
Membro da Academia Caçapavense de Letras